
Rubinho Velozö
“... Cresci ouvindo minha mãe cantar enquanto cozinhava comidinhas simples, mas que até hoje, sinto seus sabores em minha alma. O importante para ela era a beleza do prato e o carinho de sua apresentação”.
Com alegria e a simpatia de todo o pernambucano, o chef confessa que o seu sonho era ser cirurgião plástico, mas em silêncio e de uma maneira veloz o tempo se encarregou de apresentá-lo a sabores e cores que até então ele não conhecia.
Um pouco mais de história
A comida e a carreira do chef nem sempre andaram juntas. Nos anos 80, ele chegou ao cargo de executivo de uma famosa loja de móveis, mas abandonou tudo para ser ajudante de cozinha em uma metalúrgica no ABC. Entre suas funções estava lavar panelas e o banheiro do restaurante, ganhando um terço do salário que ganhava como executivo. "Todo mundo achou loucura, mas eu sabia que eu estava seguindo o meu feeling, o meu interior. Me sentia reprimido como executivo e foi ali que eu comecei a ver que estava no caminho certo, que era aquilo que eu queria", conta.
Já no início da década de 90, o chef passou pelas cozinhas de diversos restaurantes de São Paulo. Teve a oportunidade de adquirir experiência em cozinha brasileira, francesa, argentina e contemporânea. Todas essas referências são utilizadas por ele na hora de elaborar suas receitas. "Na apresentação dos pratos eu tento dar aquela leveza do acabamento francês. A comida argentina me ajuda mais na parte de carnes, porque eu tento valorizar os cortes argentinos. E eu gosto muito da tailandesa. A comida tailandesa é uma comida muito apimentada, muito viva.", explica Rubinho.
Formação
O chef chegou a cursar gastronomia quando já havia adquirido experiência na profissão. No entanto, ele afirma que sentiu falta de alguns elementos no curso. "Eu acho que o curso de gastronomia deveria ter uma matéria chamada terceiro elemento, onde os alunos aprenderiam como lidar com os imprevistos que acontecem em uma cozinha. Pois nem tudo é perfeito: às vezes os ingredientes acabam, a receita sai do ponto, etc", conta.
Por isso, Rubinho atribui os seus conhecimentos às pesquisas que faz pelo Brasil e aos restaurantes por onde passou. "Eu fui me aventurando em restaurantes grandes, me oferecendo para trabalhar. Em alguns eu até trabalhei sem remuneração. Tudo para que eu aprendesse, porque era o único meio que eu tinha", diz.
- "A postura elegante e a dedicação ao tratar os clientes sempre com simpatia e educação, fazem com que todos os dias eu me motive mais e mais em busca do trabalho perfeito. Para mim, o cliente não é apenas consumidor, é parte integrante e real de nosso sucesso, completa.”
Rubinho é membro da FIC – Federação Italiana de Cozinha, onde figuram os chefs mais renomados da cozinha italiana.
Hoje, participa de diversos programas de televisão, entre eles: “Mulheres” e “Best Shop TV”, ambos da TV Gazeta, TV Estância Alto da Serra, Rede Vida de Televisão, "Mulheres em Foco", na Rede Record e Super 8, programa na internet.


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